A Diretora Executiva da PTPC/Cluster AEC, Filomena Duarte, participou no Workshop do Projeto Europeu HARD2SCALE, que se realizou no passado dia 16 de dezembro, e que reuniu também outras entidades de Portugal e França.
Filomena Duarte fez várias intervenções onde abordou a atividade da Plataforma Tecnológica e Cluster da Construção nacional, a sua Missão, os seus Associados, o Pacto Setorial firmado com o Ministério da Economia Português e como Cluster de Competitividade do Setor AEC.
Nesta participação foi destacado o Pólo Europeu de Inovação Digital DIGITALbuilt e a sua atividade.
Foi também apresentado o Roteiro de Descarbonização da Fileira da Construção e Atividades Associadas (Construction2Zero), o qual foi recentemente desenvolvido e promovido pela PTPC/Cluster AEC e ATIC.
No seu contributo para este Evento, a Diretora Executiva da PTPC/Cluster AEC destacou as fortes competências nacionais em materiais de construção, EPC (Engineering, Procurement and Construction) e energias renováveis, posicionando Portugal acima da média para a sua dimensão, mas ainda uns passos atrás dos líderes da UE em escala, I&D e digitalização avançada.
Os principais bloqueios são a pequena escala industrial, baixos níveis de I&D, digitalização e construção modular ainda limitadas, escassez de competências e entraves regulatórios, desafios, em grande parte, comuns à UE-27.
As maiores oportunidades estarão na construção modular e digital (BIM), materiais de baixo carbono, hidrogénio verde, CCUS (Carbon Capture, Utilisation and Storage), fortemente apoiadas por políticas europeias.
Prioridades futuras:
- Descarbonização de materiais (cimento, betão, CCUS);
- Cadeias de valor do hidrogénio e PtX (Power-to-X);
- Construção modular e digital harmonizada a nível UE;
- Projetos-piloto industriais de grande escala;
- Usar a energia renovável, os portos e os Clusters de Competitividade como alavancas para superar limitações de escala via parcerias europeias;
- Reforçar a cooperação europeia para ganhar escala, acelerar a descarbonização e industrializar a construção, tirando partido da vantagem portuguesa em energia renovável.
Portugal tem uma base sólida e bem alinhada com as prioridades europeias, mas o sucesso dependerá de escala, cooperação europeia, aceleração regulatória e maior integração entre indústria, inovação e políticas públicas.

